expressão voluntária

sexta-feira, março 30, 2007

O problema todo é essa constante inconstância do ser humano. O querer, o ter, o não contentar-se. Se antes fosse seguro de si, de suas convicções e desejos, não seria assim, tão triste. Mas em tempos de soluções vastas, até mesmo essa inconstância de ser, do humano, delineou-se em resolução tangível e salutar. Vieram os entorpecentes, porque não viu graça em estar lúcido e em contato com o real. Os robôs e quinquilharias de toda a ciência moderna surgiram, pois é claro: sua natureza de sapiens o encomendou a virtude do querer ser Deus. Não obstante a esta inércia modernizante, o conhecimento adquirido por longo período, provou-lhe por “a” mais “b” a lógica do mundo, do constituir e do funcionar de quase tudo que o cerca. A isto reagindo de forma crédula, descreu de Deus. Apregoou, pois, a liberdade, e sobreveio-lhe a decadência moral. Sentiu-se livre para voar, elucidar idéias, aprazer-se em tudo, e de qualquer forma que fosse. Consentiu a promiscuidade, o homicídio, a falsidade, o golpe, a fortuna exacerbada, a fome, o ócio. Tendo o equilíbrio como alvo, pôs em evidência uma natureza desencontrada, incompreendida. Em meio a tudo, não se examinou e não percebeu, portanto, a existência latente de uma alma, que grita!

2 Comments:

At 10:55 PM, Anonymous Anônimo said...

seu blog esta otimo

 
At 5:45 PM, Anonymous Anônimo said...

Hum... Seu post é ótimo.... Mas sabe que eu gosto da inconstância? Com ela eu lembro que não somos maquininhas...

 

Postar um comentário

<< Home