Queria eu ter o poder de enxergar um passo adiante. Como a mim não foi dada essa dádiva, contento-me em perceber que pelo menos vivo, e que estar sujeito e entregue as inevitáveis surpresas, e talvez armadilhas, que a vida nos reserva, é também uma dádiva. Hoje olho ao meu lado e vejo incertezas, olho para atrás e vejo uma curta estrada, olho para frente e nada vejo. Às vezes o medo me assola, e até mesmo me constrange. Tenho passado por momentos difíceis, que de certa forma têm me feito crescer e amadurecer. Pego-me com certa freqüência a pensar no meu eu, no meu bem-estar, no que diz respeito e interessa a mim e tenho aflorado a consciência, agora de forma mais clara que antes, de que sou egocêntrico por natureza e egoísta por pura vaidade. Ocorreu-me por esses dias um perspicaz pensamento que ditou-me uma direção para esta simples, confusa e alucinada vida : “Não sou tão bom quanto pensava ser, mas posso sim, dar o meu melhor ! ”. E a exemplo de ontem, a vida segue o seu caminho...
