Se as mulheres fossem flores,
algumas seriam rosas : cheirosas, delicadas, suaves; outras cáctus : feias (!), imponentes, ásperas, desagradáveis ... de certo existiriam muitas outras variedades, entretanto, todas precisariam de cuidado, de suprir certas carências, de ajuda! Algumas desejariam apenas serem regadas e postas em lugar adequado para viver. Já outras não só desejariam serem regadas e bem situadas, como fariam imprescindível o tipo de água e intensidade de calor que melhor lhes conviesse, gostariam de ter mais que as outras. E como não esquecer daquelas que mesmo tendo um jardineiro fiel as suas vontades, se deixariam regar por outros que atravessassem seu caminho? Seriam, sem dúvida, as ditas traiçoeiras. Em um jardim que as reunisse, haveria a olho nu algumas disparidades: umas bem sujas e ressecadas em contraste a outras muito limpas e bem cuidadas; algumas cercadas por água de esgoto, outras por água mineral puríssima... e claro ! Aquelas que produziriam seu alimento além da necessidade em contraposição às que não produziam nada, fracas e sem esperança de dias melhores. Viríamos o jardim e perceberíamos um mundo bem semelhante ao nosso. Nós homens, teríamos o papel de jardineiros... disputaríamos a melhor das flores para regar e cuidar, e naturalmente, haveria os ricos, com os melhores regadores e utensílios de jardinagem e os pobres, com regadores sem muita eficiência e utensílios escassos. E como podemos ver ao nosso redor, é bem possível que os opostos não se atrairiam, repelir-se-iam.
